POR QUE O MAR TEM SAL?
Desvende este mistério!

Apesar de ser chamado Terra, nosso planeta é constituído por muita água e a maior quantidade desta é salgada. Observa-se que em cada litro de água do mar há 35 gramas de sais dissolvidos, sendo a maior parte o cloreto de sódio (NaCl), o conhecido  sal de cozinha.

Esta água que se estabelece cercando toda a terra de forma contínua constitui o oceano global, que é dividido em cinco áreas principais formando os oceanos: pacífico, atlântico, índico, ártico, e antártico. O que chamamos de mar é entendido como uma longa extensão de água salgada conectada com um oceano.

A salinidade da água no planeta não é uniforme assim temos águas menos salinas como a do mar Báltico e águas muito salinas como as águas do Mar Morto, no Médio Oriente.

Para entendermos como os sais chegaram ao oceano lembremos, de forma simplificada, do ciclo da água: a água que evapora pelos mares, rios, seres vivos, etc. se condensa, ou seja, muda para o estado líquido, nas altas altitudes e baixas temperaturas, formando as nuvens que liberam a água na forma de chuva. Esta chuva penetra nas rochas até chegar aos rios que desaguam nos oceanos.

Sendo assim, há milhões de anos, quando os oceanos se formaram, os sais e outros minerais foram “arrastados” das rochas pelas chuvas e foram transportados para os rios e depois para os mares. Ao alcançar os oceanos estes sais foram retidos e concentrados no fundo dos oceanos. Durante a formação do oceano, o sódio foi sugado (do fundo) constituído o principal sal encontrado nas águas dos mares. A presença dos outros elementos dominantes como cloreto, resultaram do escape de gases do interior da terra por vulcões e fontes hidrotermais.
O sódio e o cloreto então se combinaram para formar o constituinte mais abundante da água do mar, o cloreto de sódio.
É bom lembrarmos que há necessidade da preservação e economia da água, pois apesar da existência de muita água no planeta, a maior parte é salgada, ou seja, imprópria para consumo.

Para utilização da água do mar há necessidade do processo de dessalinização já utilizado por países com poucos recursos de água doce como as nações da África e Oriente Médio. Este é um processo caro por isso não utilizado comumente em todo mundo.



Esta pergunta foi respondida pela equipe de professores do serviço Professor Web.

Globalizada, capital do Catar sofre por falta de identidade


Doha abriga arranha-céus ambiciosos e atrações mundiais, mas habitantes não se sentem confortáveis ao andar por suas ruas

 

Ao longo de um horizonte que parece tão ambicioso quanto efêmero, há um edifício batizado por sua concepção: o Tornado. O renomado arquiteto I. M. Pei construiu um museu em Doha, no Catar, em busca de capturar a essência da arquitetura islâmica. Outra torre, construída por outro famoso arquiteto, é revestida por um exoesqueleto e sugere um capacete saraceno.

Saiba mais: Catar assume papel de contraponto vital em mundo árabe revoltoso


Foto: NYT
Homem caminha pela rua Al Corniche em Doha, Catar
"É uma imitação de uma cidade que poderia ter sido construída em qualquer lugar," afirma Issa al-Mohannadi, um engenheiro que foi convidado a criar algo diferente, pouco impressionado ao olhar pela janela. "O que você está vendo não deve ser o nosso futuro."
Doha é muitas coisas: um antigo remanso do Golfo Pérsico, que em determinado momento tinha um barco de pesca de pérolas para cada 350 habitantes, a capital de um país com gás natural suficiente para fazer desses mesmos habitantes os mais ricos do mundo hoje e a sede de um emir determinado a colocar seu país no mapa com uma política externa ousada e o poder da Al-Jazeera, o canal de televisão por satélite. Ela é também uma cidade em busca de uma identidade, que ainda se sente como as disformes dunas de areia intercaladas entre arranha-céus de cúpulas de geometrias improváveis.
O debate, claro, não é novo. Todas as cidades do Golfo Pérsico têm em graus variados enfrentado a inevitável disputa entre tradição e modernidade à medida que petróleo e gás criaram o que um oficial local chamou de "a Terra em Marte". Mas em nenhum lugar o debate é tão acentuado, impulsionado por tantos bilhões de dólares, confuso com tantas visões e pontuado por tantas críticas quanto em Doha, uma cidade de certa forma acidental.
Aqui está o que ela oferece: um festival de cinema, a Copa do Mundo de 2022, um novo aeroporto, um sistema de metrô e um café Beanery com menu em inglês, árabe, coreano e japonês. Aqui está o que falta: um tecido urbano, em um lugar onde os cidadãos são uma pequena minoria e legiões de trabalhadores estrangeiros trabalham em condições sombrias. No crescente debate local, que envolve a todos, da esposa do emir até um comediante solitário, a pergunta mais frequentemente feita é se essa sensação cosmopolita pode refletir a linha do horizonte e transcender o globalismo e mercantilismo sem raízes que por tanto tempo manteve-se como a compreensão do Golfo Pérsico sobre a modernidade.
Dubai, brilhante como uma miragem, nunca teve o dinheiro. A Arábia Saudita, com um conservadorismo nascido de um sentimento beduíno sobre os caprichos da vida, nunca teve a ambição. Doha agora tem os dois, e a determinação de fazer nascer em si uma capital do mundo. "Não há profundidade à essa visão", disse Salman Shaikh, diretor do Brookings Doha Center.
  
Abdul Aziz al-Mahmoud é uma raridade no Catar - um escritor cujo livro se tornou um best-seller, pelos padrões locais, desde que foi publicado no mês passado. Ambientado no século 19, o romance mergulha na luta entre as tribos do litoral britânico e do Golfo Pérsico. O livro levou três anos para ser escrito e, segundo ele, preenche uma lacuna nas percepções locais.
"A região não apareceu do nada por causa do petróleo", disse em entrevista. "Pessoas já viviam aqui, elas tinham seus problemas e suas felicidades. Nós não éramos apenas petróleo. O petróleo veio para mudar nossas vidas, mas as pessoas sempre estiveram aqui."
Testemunhos dessa história parecem um oásis em uma cidade de mais de 1 milhão de habitantes, que há apenas um século atrás não chegavam a 12 mil.
Suq Waqif é um deles. Antes um mercado labiríntico à beira-mar onde os locais comercializavam peixes e caprinos, foi abandonado e desmoronou. Cinco anos atrás, o mercado foi reconstruído com fidelidade de detalhes. Coberturas de madeira exposta e paredes caiadas parecem desgastadas e antigas, mesmo que não sejam. Vendendo de tudo, desde sandálias do Bob Esponja até espadas cerimoniais sírias, as lojas são como o país: de propriedade dos locais, mas gerido por sul-asiáticos.
Mahmoud disse que costuma levar amigos do exterior ao mercado para ver uma representação da essência de uma cultura passada, mas ele normalmente não visita o suq. "Estamos falando sobre um sentido de pertencimento", disse Mahmoud. "Nós vamos lá esporadicamente. Ali não é onde socializamos e interagimos, não."
A cidade tem cerca de 225 mil habitantes locais dentre uma população de 1,8 milhão, e a interação entre eles e o resto parece tão morta quanto as milhares de gramados de plástico que enfeitam as avenidas na Cidade Educação. Mahmoud descreve a relação como uma "inimizade escondida", na qual os locais não se sentem confortáveis no Museu Islâmico ou na mais recente obra de Jean Nouvel, mas sim em um majlis, um dos tradicionais bares segregados que funcionam como um dispositivo elétrico da vida social.
"São como comunidades fragmentadas e divididas", disse ele. "Eles não falam uns com os outros. De alguma forma temos que projetar um caldeirão para fazer com que todos se sintam em casa".
Mohammed Kamal tem lidado com dificuldade com essa questão de uma cidade sofisticada. Imbuído de uma seriedade que desmente sua autodeclarada definição como o comediante solitário do Catar, ele acredita que o humor pode criar "abertura e confiança" na cultura local. Confiança, ele sugere, é o fundamento do cosmopolitismo.

Foto: NYT
Casal observa horizonte de Doha, no Catar
"Eu quero que na nossa cultura, rir de si mesmo seja algo possível", disse: "É melhor rir de nós mesmos do que esperar que alguém de fora faça as piadas e ria da gente."
Sua tarefa não é fácil. A polícia disse a ele que sexo, religião e política estão fora dos limites. "E do que se trata a stand-up comedy?", ele questionou. Uma mulher local ameaçou atirar seu sapato contra ele quando ele mencionou uma mulher mimada do Catar trabalhando como comissária de bordo. Às vezes, sua ousadia vai longe demais, como quando ele repreendeu os homens do Catar por ameaçarem revogar os vistos dos estrangeiros sempre que existe uma discordância. Mas ele conseguiu realizar um show de comédia em fevereiro e chamou 1,2 mil de pessoas - catarianos na frente, estrangeiros atrás.
Nem mesmo Dubai, uma cidade construída sobre o sucesso do marketing de uma imagem, é tão auto-consciente quanto Doha. Cartazes dizem: "Redescubra a essência da nossa comunidade", perto de uma aldeia cultural chamada Katara, com escritórios escassamente povoados pela Sociedade de Belas Artes do Catar, pela Sociedade Fotográfica do Catar, pela Academia de Música do Catar e pelo Instituto de Cinema de Doha. Os ônibus têm anúncios que dizem: "Do Catar para um mundo mais verde" - isso em uma cidade construída sobre a exploração de um dos maiores campos de gás do mundo. Museus competem com qualquer outro no mundo e sua Cidade Educação atraiu filiais de seis universidades dos Estados Unidos.
"Acho que eles estão esperando que com o tempo tudo isso seja um grande componente dos locais ou da vida nacional", disse Seif Salmawy, diretor executivo da Bloomsbury, no Qatar, que pretende tornar o país uma força de publicações em inglês e árabe no Oriente Médio. "Do jeito que está, eu acho que tem pouco a ver com suas vidas reais."
Seu colega Andy Smart acrescentou: "É preciso centro da cidade para uma vida urbana."

Por Anthony Shadid

Noticias do Mundo


'Ah, tá, já sei', teria dito Marcos Valério ao ser preso


"Ah, tá, já sei!" Essa, segundo o delegado Denilson dos Reis Gomes, da Polícia Civil mineira, foi a expressão usada pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza ao saber que estava sendo capturado em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedida pela Justiça da Bahia. "Quando dissemos quem éramos e que tínhamos um mandado de prisão, ele só perguntou de onde era (o mandado)", contou o delegado.
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Gomes, que auxiliou com outros policiais mineiros a Polícia Civil baiana a prender os quatro suspeitos encontrados em Belo Horizonte, revelou que os agentes fizeram campana na casa de Marcos Valério durante toda a semana antes de executarem os mandados. "Fizemos a campanha porque, numa operação deste tamanho, a gente tinha que ter certeza de onde estariam (os suspeitos)", disse.

Foto: AE
O publicitário Marcos Valério, depois de ser preso na madrugada desta sexta-feira na Operação Terra do Nunca
Ele contou que, ao bater na casa do empresário por volta das 6 horas de hoje (2), o próprio Marcos Valério abriu o portão, ainda de pijamas, e não apresentou nenhum tipo de resistência. O delegado lembrou que os policiais ficaram impressionados com a "mansão novinha" de dois andares no bairro São Luís, na região da Pampulha, em área nobre da capital mineira, na qual o empresário está morando com a mulher, Renilda, e com o casal de filhos.
"Até estranhei ele (Valério) abrir o portão. Durante a semana, o segurança estava lá o tempo todo", contou o delegado
A casa tem guarita com segurança durante todo o dia, mas, no momento da prisão, o funcionário não estava. "Até estranhei ele (Valério) abrir o portão. Durante a semana, o segurança estava lá o tempo todo", contou o delegado. Na garagem, segundo Gomes, estavam estacionados um Toyota Hilux SW4 ano 2011 e modelo 2012, um Mitsubishi Pajero 2011 e um Mitsubishi Outlander, também 2011.
A reportagem consultou a tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e constatou que, juntos, os três veículos valem aproximadamente R$ 400 mil. Em audiência em um dos processos que enfrenta na Justiça, Marcos Valério chegou a declarar que estava em má situação financeira e que tinha dificuldades até para pagar o plano de saúde de sua mãe.

Denilson Gomes contou também que, no momento da prisão, o empresário se manteve calmo e pediu que os policiais entrassem e aguardassem enquanto ele tomava banho e trocava de roupas. De acordo com o policial, ele ainda acalmou a família, já que sua mulher e filha começaram a chorar. Aproximadamente meia hora após a chegada dos policiais, Valério acompanhou os agentes com uma pequena bolsa com pertences pessoais.
   Ele foi levado para o Departamento de Investigações de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) da Polícia Civil mineira para cumprir trâmites burocráticos e, em seguida, para o Instituto Médico-Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito. "Ele deu vários telefonemas, mas não era nada que oferecia prejuízo às investigações", lembrou o delegado.
Em seguida, voltou ao Depatri para os últimos procedimentos e foi levado, junto com os demais suspeitos, para o hangar da polícia no Aeroporto da Pampulha, onde embarcaram em direção à Bahia. Em nenhum momento os suspeitos foram algemados e foram transportados sempre nos bancos traseiros das viaturas policiais.

Palmeirenses torcem para o Vasco e prometem acabar com a festa do Corinthians


Elenco afina discurso de que busca a vitória independentemente da possibilidade de acabar com a festa do Corinthians no domingo
ricardo bueno palmeiras (Foto: Agência Estado)
O Palmeiras tem a chance de acabar com a festa do Corinthians no clássico do próximo domingo, às 17h (horário de Brasília), no Pacaembu. Para evitar o pentacampeonato brasileiro do rival, o Verdão precisa vencer o dérbi paulista e ficar na torcida para que o Vasco supere o Flamengo no mesmo dia e horário. No entanto, os jogadores alviverdes descartam o rótulo de estraga-prazeres. Bem ensaiados, eles têm sempre o mesmo discurso: de querer a vitória independentemente do adversário. Por outro lado, o elenco não esconde que “veste” a camisa cruzmaltina por baixo da alviverde.
- Estamos treinando para ter mais uma vitória. Para o Corinthians não ser campeão também depende de outro resultado. É outra partida muito complicada para dar um palpite, mas não escondo que minha torcida é para o Vasco. Não só eu como outros jogadores e membros da comissão palmeirense pensam assim - confirmou o atacante Ricardo Bueno.
Durante as partidas, os jogadores têm poucas informações sobre como estão os outros jogos. As notícias acabam chegando pela vibração das torcidas. Ricardo Bueno diz que tentará não prestar atenção na arquibancada, nem no que estará se passando no Engenhão. Tudo para manter a concentração e fazer do clássico um show.

- O jogador precisa se desligar, tem de pensar somente na sua partida. Por isso, não penso muito no confronto do Vasco. Até porque não estamos encarando esse clássico como estraga-prazeres. O jogo contra o Corinthians tem uma importância tremenda pelo clássico que é. Acredito que teria a mesma importância se não houvesse a possibilidade de tirar o título do rival. Tenho certeza de que vai ser um espetáculo - acrescentou Bueno.
Ricardo Bueno prefere o Vasco como campeão
(Foto: Agência Estado)
 

São Paulo-O Campeonato Brasileiro termina domingo quem vai ser Penta Corinthians ou Vasco




Brasil Campeonato Brasileiro 2011
2011/12/04, 17:00, São Paulo (SP)
Corinthians
Sport Club Corinthians Paulista
 vs 
Palmeiras
Sociedade Esportiva Palmeiras



Estádio
Brasil Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu)
Declarações de Valdivia;

  Fora da Libertadores e distante da zona de rebaixamento, ao Palmeiras restou a motivação de terminar o ano com vitória sobre o Corinthians. Impedir o título do rival é o objetivo, reconheceu o meia Valdivia.

«É questão de honra. Vamos entrar para ganhar. Seria um presente para a torcida tirar o título do Corinthians. Queremos terminar o ano bem» avisou o chileno.

Brasil Campeonato Brasileiro 2011
2011/12/04, 17:00, Rio de Janeiro (RJ)
Vasco
Club de Regatas Vasco da Gama
 vs 
Flamengo
Clube de Regatas do Flamengo



Estádio
Brasil João Havelange (Engenhão)
Declarações de Cristovão Tecnico do Vasco;
«Estamos tranquilos para domingo. Não perdemos motivação. Os jogadores chegaram ao vestiário já falando no jogo. Sabemos da possibilidade de conseguir o título. Temos um adversário de respeito, mas vamos tentar jogar e ganhar o jogo. Eles sabem que é importante coroar o ano com o título brasileiro, mas só a vitória será muito bom também» afirmou Cristóvão Borges.